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Fechando o Gol (Ontem e Hoje)

Goleiro lendário na história do tricolor paulista é o que não falta e hoje o Muralhas Lendárias vai abordar a carreira de um dos maiores nomes da história do São Paulo: Armelino Donizetti Quagliato, ou simplesmente, Zetti, goleiro que iniciou a trajetória no Palmeiras, mas que fez nome pelo São Paulo e no mundo. Zetti nasceu na cidade de Porto Feliz, do interior de São Paulo, mas logo cedo se mudou para Capivari, aonde iria descobrir o futebol: no começo, Zetti se interessou mais pelo voleibol, mas passou a jogar futebol com o tempo. Escolheu ser goleiro, pois o irmão mais velho dele também gostava de jogar debaixo das traves.

Desde a base, Zetti já mostrava sucesso, quando chegou a ser campeão municipal invicto ainda na carreira juvenil, não demorou muito para ele ingressar na base infantil do Capivariano, mais tarde ele também jogou na base do Guarani, que o dispensou por o considerar “gordo”. Um ano depois, em 1983 e com apenas 17 anos, Zetti rumou ao Palmeiras, e por lá teve muitas idas e vindas: pelo time ter palestrino ter vários goleiros no plantel, Zetti acabou emprestado ao Toledo, nem por isto, Zetti desanimou: o grande desempenho que teve, o garantiu na seleção de juniores do Paraná, sendo considerado o melhor goleiro do estado. Pelo Toledo, jogou um ano, voltando ao Palmeiras em 1984, mas, novamente, estava sem espaço no verdão, sendo, mais uma vez, emprestado a um time do estado paranaense, agora o Londrina.

Em 1986, Zetti voltara ao Palmeiras como terceiro opção, jogando por vezes na reserva. A estreia de Zetti foi em uma derrota por 2×1 para o Guarani, em partida válida pelo Campeonato Paulista, quando entrou no jogo aos 28 minutos do segundo tempo após expulsão do goleiro Martorelli (o jogo já estava 2×1 para o Guarani e assim terminou). O até então técnico do Palmeiras, Carbone, foi demitido após cinco jogos sem vitória, o interino Minuca decidiu colocar Zetti como goleiro titular do Palmeiras e tal decisão foi mantida pelo próximo técnico, Valdemar Carabina. Zetti estreou como titular em uma derrota do Palmeiras por 1×0 para o São Bento, mas depois daquele jogo, ele ficou 1238 minutos sem sofrer um gol sequer, uma sequência incrível de treze jogos sem sofrer gols, que foi interrompida após um empate em 1×1 com o Santo André.

Neste Campeonato Paulista de 1987, o Palmeiras passava por uma grande crise, mas se reergueu com a chegada de Zetti debaixo das traves, aonde o Palmeiras chegou a ser o campeão do primeiro turno do torneio, foi para as semifinais contra o São Paulo e lá fora eliminado: após empatarem sem gols a ida, o Palmeiras de Zetti perdeu a volta por 3×1 e foi eliminado, sem contar que neste jogo, Zetti tomou um “frango” um chute oriundo de uma cobrança de falta do Craque Neto.

O Palmeiras de Zetti disputou o Campeonato Brasileiro de 1987 pelo Módulo Verde, aquele Campeonato Brasileiro que nunca acabou e que até hoje ninguém sabe nem nunca irá saber se o campeão deste ano foi Flamengo ou foi o Sport; o Palmeiras caiu no mesmo Módulo do Flamengo, fora eliminado logo na primeira fase após quatro vitórias, um empate e três derrotas. Em 1988, o Palmeiras de Zetti disputou o Campeonato Paulista e passou pela primeira fase de maneira suada, quando caiu no Grupo B e se classificou à segunda fase após vencerem oito, empatarem sete e perderem quatro partidas, terminando em quarto lugar; na fase seguinte, em um grupo com Santos, Corinthians e São Paulo, o Palmeiras venceu apenas uma, empatou três e perdeu duas, sendo eliminado da competição; neste mesmo ano, o Palmeiras disputou o Brasileirão e foi muito mal, sendo eliminado na primeira fase e terminando em penúltimo lugar. Entretanto, o que marcou o ano de 1988 na carreira de Zetti foi uma gravíssima lesão sofrida no mês de Novembro, em que ele quebrou a perna e teve de se ausentar durante oito meses.

Quando Zetti retornou, a vaga de titular já havia sido preenchida pelo também lendário Velloso. Depois de boas atuações em 1987, Zetti esperava voltar como titular, mas tal não aconteceu; alguns clubes se interessaram por Zetti, mas as negociações com a diretoria alviverde simplesmente não iam para frente, até o dia em que Zetti comprou o próprio passe. Depois de uma passagem relâmpago pelo futebol europeu, em 1990 Zetti viria a se transferir para o São Paulo, clube qual o tornara reconhecido.

No São Paulo, Zetti começou como reserva do goleiro, pilantra e cinegrafista Gilmar Rinaldi, ficou três meses na reserva até ter oportunidades como titular no Quadrangular de León, em uma excursão que a equipe do São Paulo realizou no México e apesar de ter defendido quatro penalidades neste quadrangular, Zetti voltou ao Brasil direto para o banco de Gilmar. Zetti chegou a pedir oportunidades ao então treinador do São Paulo, Forlán, que decidiu dar chances a Zetti e não se arrependeu; com cerca de seis meses de São Paulo, Zetti já era titular enquanto no final do ano, Gilmar fora vendido ao Flamengo. O São Paulo de Zetti chegou ao vice-campeonato brasileiro em 1990, quando perderam a final para o rival Corinthians, perdendo os jogos de ida e volta por 1×0.

Em 1991 começara a trajetória multicampeã de Zetti, começou quando ele ganhou o primeiro título da carreira, o Campeonato Paulista de 1991: o São Paulo caiu no Grupo Amarelo e terminou em primeiro lugar disparado após vencer dezessete jogos, empatar oito e perder um, se classificando à segunda fase, caindo no Grupo 02 com Palmeiras, Guarani e Botafogo de Ribeirão Preto; após três vitórias e três empates, o São Paulo terminou em primeiro lugar no grupo e se classificou à final contra o Corinthians, em que o São Paulo se sagrou campeão após vencer a primeira partida fora de casa por 3×0, com um hat-trick de Raí e empatar sem gols a volta no Morumbi.

No mesmo ano, Zetti se tornara campeão brasileiro com o São Paulo, o primeiro título nacional de Zetti. Na primeira fase, com 20 equipes, o São Paulo de Zetti terminou em primeiro lugar após vencer onze jogos, empatar quatro e perder outros quatro, se classificando para às semifinais do torneio, que foram contra o Atlético-MG: após empatar a ida em um gol e a volta sem gols, o São Paulo de Zetti se classificou à finalíssima por ter melhor campanha. A final foi contra o Bragantino e após vencer a ida em casa pelo placar mínimo, o São Paulo empatou sem gols em Bragança Paulista para conquistar o segundo título nacional da história.

O São Paulo de Zetti fora, mais uma vez, campeão paulista, desta vez em cima do Palmeiras, talvez uma conquista especial para Zetti, em cima do clube que, de certa forma, o “rejeitou”. Após terminar em primeiro lugar no grupo A da primeira fase, o São Paulo caiu no Grupo 01 junto com Portuguesa, Ponte Preta e Santos, venceu cinco jogos e empatou um para terminar em primeiro lugar e chegar à finalíssima com o Palmeiras, aonde o São Paulo venceu a ida fora de casa por 4×2 e em casa por 2×1 para se tornar o campeão.

Por ter sido campeão brasileiro, no ano seguinte, o São Paulo iria disputar a Copa Libertadores da América e lá estaria algo além de um título, estaria a glória para Zetti. O São Paulo caiu no Grupo 02 da Libertadores, junto com o Criciúma (sim, o de Santa Catarina, que conseguiu classificação após ganhar a Copa do Brasil de 1991 em cima do Grêmio) e os bolivianos do San José e Bolívar. O São Paulo se classificou para a fase de mata-mata após terminar em segundo no grupo, com três vitórias, dois empates e uma derrota. As oitavas-de-final foram contra o Nacional do Uruguai, e o São Paulo passou fácil após vencer as duas partidas (a ida por 1×0 e a volta por 2×0). As quartas-de-final seriam contra o Criciúma, adversário da fase de grupos, em que o São Paulo se classificou às semifinais após vencer a ida pelo placar mínimo e empatar a volta em um gol. As semifinais foram contra o Barcelona de Guayaquil, do Equador, em que o São Paulo chegara à grande final após vencer a ida por 3×0 e sofrer na volta depois de perder por 2×0, mas estariam lá na final, contra o Newell’s Old Boys da Argentina, para decidir quem seria o melhor time da América do Sul.

O primeiro jogo da final foi fora de casa, na Argentina, e o São Paulo saiu atrás na conquista do título após perder a ida por 1×0, com um gol de pênalti de Berizzo. O segundo jogo seria em um Morumbi lotado, e o São Paulo devolveu o 1×0 sofrido da mesma maneira, com um gol de pênalti de Raí. A final iria ser decidida nos pênaltis e quem começou a série foi o Newell’s: Berizzo, que havia feito o gol no primeiro jogo da final, abriu a série e acertou a trave. Raí abriu para o São Paulo e converteu, Zamora e Llop converteram para o Newell’s, Ivan havia convertido antes de Ronaldão parar no goleiro Scoponi. O empate durou pouco, quando Mendoza chutou por cima do gol e Cafu converteu. Gamboa foi para fechar a série do Newell’s, se ele errasse, o São Paulo era campeão da Libertadores pela primeira vez na história, e Zetti se encarregou de defender a penalidade que deu o título ao São Paulo, foi o grande herói da conquista, o time pulou em cima de Zetti enquanto a torcida gritava pelo nome dele.

No final daquele ano, o São Paulo iria disputar o Mundial com o Barcelona, campeão da UEFA Champions League 1991/1992 em cima do Sampdoria de Pagliuca (abordado aqui no quadro na segunda edição). Foi o jogo em que a arrogância foi derrotada pela simplicidade, afinal foi percebido muito orgulho vindo dos jogadores do Barcelona sobre os jogadores São Paulo, tanto é que antes do jogo, na hora do “cara e coroa”, o capitão do São Paulo, o goleiro Zetti, estendeu a mão para o capitão do Barcelona, o goleiro Zubizarreta, mas o catalão se recusou a cumprimentá-lo. Tal fato foi até escrito no livro “1992: O Mundo em Três Cores”, de autoria do Raí, em que ele descreve:

“Houve quem reparasse certa arrogância no Barcelona. O Zetti já me disse que Zubizarreta chegou a lhe negar um cumprimento quando os times se perfilaram para entrar em campo. Na hora em que ele estendeu a mão, o espanhol simplesmente virou a cara e o Zetti ficou no vácuo”.

Deixando as histórias e polêmicas de lado, a bola rolou e o São Paulo saiu perdendo logo aos 12 minutos do primeiro tempo com um gol de Stoichkov em um chute surpreendente, mas aos 27 da primeira etapa, Raí iria empatar a partida em um gol de barriga. A partida seguiu com lances de perigo para os dois lados, sendo que o lateral-esquerdo Ronaldo Luís chegou a salvar o tricolor tirando uma bola em cima da linha. O mesmo Raí, autor do primeiro gol, iria virar a partida em uma cobrança de falta ensaiada aos 33 do segundo tempo, a partir de então, o São Paulo administrou a vantagem até se tornar campeão Mundial, o primeiro na história do São Paulo e de Zetti.

Equipe são-paulina campeã Mundial em 1992

Em 1993, o São Paulo repetira toda a glória internacional de um ano antes. Não conseguira ser campeão paulista pois não contava com a austácia Palmeiras, que nem no Brasileirão, apesar da bela campanha que o São Paulo fez nestes dois torneios. Entretanto, haveria glórias maiores para conquistar: por ser o atual campeão, o São Paulo ingressara direto nas oitavas-de-final da Libertadores, que fora justamente contra o Newell’s Old Boys, o sentimento de revanchismo tomava conta dos argentinos, que chegaram a vencer por 2×0 a ida, mas levaram quatro na volta e foram eliminados. As quartas-de-final foram contra o Flamengo e o São Paulo passou às semifinais após empatar a ida em um gol e vencer a volta por 2×0; as semifinais contra o Cerro Porteño foram suadas, em que o São Paulo chegou à finalíssima após vencer a ida pelo placar mínimo e empatar sem gols a volta.

A final seria contra os chilenos do Universidad Católica, a partida de ida fora no Morumbi e o São Paulo ganhou de goleada, fez 5×1 em um jogo marcado por uma sequência de defesas de Zetti, aonde ele defendeu quatro chutes seguidos. Na volta no Chile, o Universidad Católica chegou a assustar abrindo 2×0 logo aos 15 minutos de jogo, mas este foi o placar final, que deu o bicampeonato da Libertadores ao São Paulo e a Zetti.

No final deste mesmo ano, o São Paulo iria voltar ao Japão para decidir o campeonato Mundial, desta vez contra o Milan de Maldini, Donadoni, Albertini, Costacurta e outros craques. A final era para ter sido contra o Olympique de Marselha, campeão da UEFA Champions League (único time francês da história a conseguir tal feito), mas os franceses estavam suspensos de torneios internacionais por determinação da UEFA, após participarem de uma fraude para comprar árbitros.

Deixando as polêmicas mais uma vez de lado, a bola rolou, o Milan começou melhor, mas após grande jogada de Cafu, Palhinha abriu o placar para o tricolor e assim terminou o primeiro tempo. Logo aos três do segundo tempo, Massaro empatou, mas dez minutos depois, Leonardo avançou e tocou para Toninho Cerezo fazer 2×1. O francês Papin, de cabeça, deixou tudo igual aos 36 do segundo tempo. O jogo parecia ir para a prorrogação, quando aos 44 do segundo tempo, o São Paulo fez o terceiro gol com Müller, meio que sem-querer, mas fez o gol e garantiu o bi-mundial.

Ainda em 1993, Zetti ganhou mais dois títulos com o São Paulo: a Recopa Sulamericana, em cima do Cruzeiro (que havia ganho a Supercopa Libertadores em 1992, torneio disputado entre todos os campeões da Libertadores até então) após a partida terminar em 0x0 e o São Paulo vencer nos pênaltis por 4×2, Zetti defendeu a penalidade de Ronaldo (sim, o mesmo da seleção brasileira, aquele monstro da camisa 9). E por falar na Supercopa Libertadores, em 1993 o São Paulo conquistou este torneio também, após chegar na final contra o Flamengo e em ambos os jogos da ida e da volta terminarem em 2×2, o São Paulo venceu, mais uma vez, nos pênaltis, por 5×3, a vitória se deu com Marcelinho Carioca chutando a penalidade dele na trave.

Zetti recebeu a primeira chance com a seleção brasileira em 1993, sendo inclusive convocado para a Copa América deste ano, sendo convocado junto com Taffarel (goleiro do Parma, da Itália) e Carlos (goleiro da Portuguesa): Taffarel jogou o primeiro jogo do Brasil no torneio, contra o Peru, empatado em 0x0. Quem atuou no segundo jogo da fase de grupos, foi Carlos, e o Brasil perdeu por 3×2 para o Chile. Na última partida da fase de grupos, Zetti jogou, e o Brasil venceu por 3×0, se classificando para a fase de mata-mata desta Copa América, aonde o Brasil fora eliminado pelos hermanos argentinos logo nas quartas-de-final, após um empate em 1×1 e derrota por 6×5 nas penalidades máximas, a Argentina converteu as seis cobranças e o Brasil desperdiçou a última cobrança com Boiadeiro basicamente recuando a bola Goycochea.

E dá pra acreditar que o São Paulo iria chegar pela terceira vez seguida a uma final de Libertadores? Pois é, em 1994, mais uma vez, o São Paulo já começara nas oitavas-de-final do torneio por ser o atual campeão, eliminou o rival Palmeiras de cara, após um empate sem gols e uma vitória por 2×1. Nas quartas-de-final eliminara o time chileno do Unión Española, após empatar a ida em 1×1 e vencer por emocionantes 4×3 a volta. As semifinais foram emocionantes também, depois de vencer a ida em casa por 2×1, o São Paulo perdeu por 1×0 a volta e decidiu nos pênaltis a vaga para a final com o Olimpia do Paraguai, conquistada após uma vitória por 4×3. Na final, os pênaltis iriam trair o São Paulo, após a ida terminar 1×0 para o Vélez Sarsfield na Argentina, o São Paulo retribuiu e a final seria decidida nas penalidades máximas, mas os argentinos venceram por 5×3, converteram todas as penalidades e a cobrança que Palhinha errou foi decisiva para a derrota tricolor.

Mas o ano de 1994 não passou em branco para o São Paulo e para Zetti, que, mais uma vez, foram campeões da Recopa Sulamericana. Era para o São Paulo ter sido declarado o campeão automaticamente por ter vencido a Copa Libertadores e a Supercopa Libertadores em 1993, mas, excepcionalmente este ano, a CONMEBOL resolveu convidar o Botafogo para disputar contra o São Paulo, o Botafogo que havia sido campeão da Copa CONMEBOL um ano antes. Eles foram ao Japão e o São Paulo venceu por 3×1 para ser campeão mais uma vez da Recopa.

No mesmo ano de 1994, Zetti fora convocado por Carlos Alberto Parreira para a Copa do Mundo de 1994 sediada nos Estados Unidos, mas como reserva imediato de Taffarel, sendo que o terceiro goleiro do Brasil na Copa fora Gilmar Rinaldi (já “homenageado” neste artigo e no anterior, que abordou a carreira de Roger Noronha). O Brasil ganhou o tetra neste ano e Zetti conseguiu ser campeão mundial tanto por um clube quanto pela seleção, mas nesta Copa do Mundo não jogou um jogo sequer; Zetti esteve presente com a seleção brasileira em torneios internacionais nesta Copa do Mundo e na Copa América de 1993, jogou dezessete jogos oficiais com a seleção brasileira, uma “carreira” um pouco curta na seleção nacional.

Em 1995 o São Paulo ganhou a Copa dos Campeões Mundiais, torneio disputado entre os quatro times brasileiros campeões mundiais até então (São Paulo foi campeão mundial em 1992 e 1993, o Santos em 1962 e 1963, Grêmio em 1983 e Flamengo em 1981). O regulamento previa que todos os times se enfrentassem em turno único e os dois melhores se enfrentariam novamente, na decisão do torneio: o São Paulo terminou em segundo após perder para o Santos por 2×1 na estreia, ganhar do Grêmio por 1×0 e do Flamengo por 2×1 e iria decidir a final contra o Santos, o primeiro colocado: a partida foi em Minas Gerais e terminou 0x0, a final foi decidida nos pênaltis (mais uma na carreira de Zetti) e o São Paulo ganhou por 4×3, com Zetti defendendo uma das cobranças, a de Marcelo Passos.

No ano seguinte, o São Paulo ganhou a Copa dos Campeões Mundiais de novo, desta vez em cima do Flamengo. O regulamento era o mesmo da edição anterior, assim como os participantes eram os mesmos, em que o São Paulo terminou em segundo após ganhar por 3×0 do Grêmio, empatar em 1×1 com o Santos e sem gols com o Flamengo. Na decisão, com gols de Adriano e Valdir, o São Paulo venceu por 2×1 o Flamengo e conseguiu o bi.

Em 1996 o São Paulo também ganhou a Copa Master CONMEBOL, disputada sem motivo nenhum, apenas por interesse do SBT, teve como participantes além do São Paulo, o Botafogo, o Atlético-MG e o Rosário Central da Argentina, era um torneio disputado entre times que já haviam conquistado a Copa CONMEBOL (O São Paulo ganhou este torneio em 1994, mas Zetti não participou pois foram escritos os juniores do tricolor). O São Paulo venceu nas semifinais o Botafogo por incríveis 7×3 para jogar a final contra o Atlético-MG, ganhou por 3×0 e se sagrou campeão. O ano de 1996 foi o último de Zetti no São Paulo, que viria a se transferir para o Santos.

Logo no primeiro ano no Santos, Zetti ganhou o Torneio Rio-São Paulo: o Santos passou primeiro pelo Vasco da Gama nas quartas-de-final, após empatar em casa por 2×2 e fora por 3×3, venceu por 5×4 nos pênaltis, sendo que Zetti pegou duas cobranças e já havia defendido um pênalti no tempo normal. O último título da carreira de Zetti viria no ano seguinte, sendo campeão da Copa CONMEBOL, quando chegou a final contra o Rosário Central, vencendo a ida por 1×0 e empatando em 0x0 a volta na Argentina. Zetti ainda ficara mais um ano no Santos.

Depois do Santos, Zetti jogou o ano 2000 pelo Fluminense e ainda teve passagens por União Barbarense e Sport em 2001, quando encerrou a gloriosa e vitoriosa carreira debaixo das traves. Zetti ainda se aventurou como treinador, treinando a equipe Sub-20 do São Paulo, o Paulista de Jundiaí, aonde chegou a ser vice-campeão paulista em 2004, quando perdeu para o São Caetano de Silvio Luiz (abordado na quinta edição do quadro), treinou também o Juventude, mas ficou mais conhecido pelos trabalhos no Paraná Clube, especialmente na Libertadores de 2007 do clube paranaense.

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Da esquerda para a direta: Felipe Rodriguez, coordenador geral da academia de goleiros “Fechando o Gol”/ Samuel Toaldo, CEO e criador do Goleiro de Aluguel/ Zetti, a lenda abordada nesta edição do “Muralhas Lendárias”, ex-goleiro e proprietário da academia de goleiros “Fechando o Gol”/ Eugen Braun, gerente de operações do Goleiro de Aluguel

Hoje o Zetti desenvolve futuros goleiros, é fundador e dono da academia de goleiros chamada “Fechando o Gol” e o Goleiro de Aluguel já teve o imenso prazer de conhecer pessoalmente este monstro debaixo das traves chamado Zetti, além de conhecer a academia de goleiros dele, sediada em São Paulo, e de perceber a qualidade dos treinos comandados lá, desejamos que a academia de goleiros do Zetti cresça cada vez mais! Você confere o site oficial da “Fechando o Gol” clicando aqui.

E esta foi a décima-quarta edição do Muralhas Lendárias aqui no blog oficial do Goleiro de Aluguel, abordando a carreira de Zetti: goleiro, professor, comentarista, técnico e multicampeão. Espero que vocês tenho gostado da abordagem da carreira de Zetti e aguardo vocês semana que vem aqui no quadro novamente para a abordagem da carreira de mais um goleiro lendário do mundo da bola. Abraços!

GRANDES DEFESAS DE ZETTI:

SÃO PAULO 1×0 NEWELL’S OLD BOYS – SÃO PAULO CAMPEÃO DA LIBERTADORES 1992:

SÃO PAULO 0(4)X(2)0 CRUZEIRO – SÃO PAULO CAMPEÃO DA RECOPA SULAMERICANA 1993: